Archive for maio, 2009
Águia vence e lidera chave
Com três gols de Bruno Rangel, o Águia derrotou o Sampaio Corrêa, nesta tarde, no estádio Nhozinho Santos, em S. Luís (MA), por 3 a 2. O Águia abriu o placar no primeiro tempo, aos 27 minutos, com Bruno Rangel escorando cruzamento de Marcelo Maciel.
No segundo tempo, o Águia chegou aos 3 a 0, com relativa facilidade, explorando as falhas defensivas do Sampaio. O segundo gol nasceu de novo cruzamento de Marcelo Maciel, que Bruno Rangel desviou de cabeça. Em seguida, o próprio Bruno foi calçado na área e sofreu pênalti. Na cobrança, o goleiro Rodrigo Ramos defendeu parcialmente e Bruno aproveitou o rebote para fazer o terceiro do Águia.
Nos minutos finais, Célio Codó descontaria para o Sampaio, aproveitando dois vacilos da defesa marabaense.
Com o resultado, o Águia foi a 6 pontos e lidera a chave A da Série C.
Tribuna do torcedor
Belém, Pará, Brasil
“Ó Pará, quanto orgulha ser filho, de um colosso, tão belo e tão forte, juncaremos de flores de brilho, do Brasil sentinela do norte, e ao deixar de manter esse brilho preferimos mil vezes a morte”.
Os políticos de mais expressão e os grandes empresários paraenses bem que podiam levar ao pé da letra esse trecho do belo hino paraense! Só assim fariam alguma coisa de útil por nós. Perdemos a Copa para o poder financeiro porque melhor estrutura eles não tem.
Quando estudo a história paraense fico orgulhoso ao saber de onde vem a raiva que os amazonenses tem de nós. Na época do Império, Belém era a grande cidade e deixava Manaus e São Luiz, com todo respeito, batendo o escanteio para Belém cabecear. Hoje, ao assistir os telejornais e ver quase sempre a cara do Artur Virgílio sinto que a história mudou. A cara dele transmite o poder político do Amazonas e fico triste ao constatar que não tem ninguém assim pelo Pará. Nossos políticos e empresários só pensam em explorar votos e riquezas desse “Gigante Escravo da Ganância”. O pior é que o povo é tão carente de informação que é incapaz de mudar isso.
Bem que poderíamos acolher a música “Belém, Pará, Brasil”, do Mosaico de Ravena, como nosso novo hino, pois assim talvez a famosa vergonha na cara desse as caras pelas bandas daqui. Utopia, todos acham essa música uma obra de arte, mas continuam abrindo o sorriso para os “Ricardos Teixeiras” e “seleções brasileiras” que pisam literalmente aqui, além de continuar tomando Coca-cola (que investiu pesado em Manaus) em vez de prestigiar o nosso guaraná.
Melhor assim. Se nossos jacarés tropeçassem “neles” poderiam nos levar à Suprema Corte e fazer uma intervenção no Pará.
Aderson Santos de Vasconcelos
Cadê a vergonha na cara?
Caso o presidente da FPF tivesse algum tipo de compromisso mais verdadeiro com o futebol do Pará e com os paraenses, a essa hora já teria comunicado oficialmente ao seu “amigo” Ricardo Teixeira que não iria mais chefiar a delegação brasileira na Copa das Confederações.
Poderia alegar uma série de razões. A primeira: o constrangimento pela vergonha que Teixeira impôs a Belém. A segunda: solidariedade ao torcedor paraense, um dos mais apaixonados do Brasil, que foi barrado na festa da Copa do Mundo. E em terceiro: pela condição de legítimo paraense, presidente da Federação de Futebol, que não pode trair sua gente.
Claro que isso é puro delírio, pois o presidente da FPF jamais perderia tal “honraria”. No fundo, a FPF está pouco ligando para o Pará, para Belém e para a torcida paraense. Comporta-se como um órgão burocrata e distante, indiferente à paixão sincera do torcedor pelo futebol.
O único compromisso dessa gente é com seus próprios interesses. Vergonha na cara é artigo que eles desconhecem.
Xô, Coca-Cola
Aos paraenses,
Todos nós sabemos da incompetência dos nossos políticos.
Eles maltratam o Pará há décadas, buscando apenas benefícios próprios.
Mas desta vez foram longe demais.
Foi uma derrota humilhante que Belém do Pará sofreu pra Manaus na escolha das subsedes da Copa 2014.
Manaus não tem estádio, comunicações, infraestrutura e nem tradição de futebol.
No entanto, venceu a disputa.
Há muito que a FIFA deixou de ser uma entidade técnica e respeitada para ser uma entidade suspeita, que faz acordos e conchavos políticos de ocasião.
Desta vez, não foi diferente.
Repudiemos a incompetência do governo do Estado e da prefeitura de Belém.
Mas repudiemos, sobretudo, todos nós paraenses, a COCA COLA.
A COCA COLA é patrocinadora oficial da FIFA, portanto, dá as cartas na entidade.
Essa empresa multinacional que muito fatura à custa do Pará foi a responsável por comandar o lobby para a escolha de Manaus como subsede da Copa.
É lá que a Coca Cola tem uma das suas maiores fábricas no mundo, embora seja em Belém e no Pará que fature alto com o consumo de suas bebidas.
Basta!
Mandemos a COCA COLA pra PUTA QUE O PARIU.
Essa empresa traiu o PARÁ.
A Coca Cola já sabia o resultado com antecipação, tanto que bancou para Manaus um mega show do Jota Quest na vigília do anúncio do resultado.
Bebamos qualquer outra coisa, menos Coca Cola.
Vamos dar um basta pra esses governos de Anas e Dudus, a dupla incompetente que comanda esse infeliz estado e essa infeliz cidade.
Mas vamos, sobretudo, dar um BASTA à COCA COLA, a empresa que traiu o Pará.
Comece hoje mesmo a boicotar os produtos dessa empresa.
Atenciosamente,
Comitê em Defesa da Honra e da Vergonha dos Paraenses.
(Enviado por Tito Barata)
O critério é financeiro
O anúncio formal da Fifa, direto das Bahamas, foi apenas protocolar. A coluna de Ancelmo Góis matou a charada ainda na sexta-feira, obviamente a partir de informações oriundas da própria CBF. Não há dúvida quanto ao peso do lobby, das articulações de bastidores e do interesse financeiro envolvido no processo. Ficou claro que pouco importa à Fifa (e a CBF) o aspecto técnico da coisa. Quem tem estádio ou não, quem gosta de futebol ou boi-bumbá. O que vale é a grandiosidade dos projetos, o volume de dinheiro a ser gasto.
Fontes não autorizadas revelam que o estádio futurista que Manaus vai construir terá o acompanhamento direto de uma firma ligada a Blatter. Claro que, na hora de contabilizar o lucro, é mais sedutor apostar num projeto caro (R$ 600 milhões) do que na reforma prevista para o Mangueirão, que não ultrapassaria a casa dos R$ 200 milhões. Cifras, cifras e nada mais. Fiquei vendo a divulgação das capitais escolhidas e parecia que, ao fundo, ouvia-se o tilintar frenético das moedas.
Belém, sabemos todos, tinha tudo para sediar jogos da Copa. Estádio, acessibilidade, tradição futebolística e experiência em grandes eventos. Manaus tem hotelaria e o apelo do ecoturismo. Não foi isso que decidiu a parada. Não nos iludamos: aquele que era o nosso grande trunfo foi também nosso maior calo. Ter um estádio pronto, sem possibilidades de grandes gastos, desinteressou os senhores da bola. Para eles, é mais lucrativo investir numa praça em que tudo está por fazer e onde a dinheirama será farta e generosa.
Podem dizer o que disserem, podem levantar mil hipóteses, mas no fundo prevaleceu mesmo a velha questão. A Fifa (e a CBF do sr. Ricardo Teixeira) só pensa naquilo: grana. Manaus tinha o projeto mais caro (e tentador) de todos. Prevaleceu a ganância. E ninguém vai poder fazer nada quanto a isso. O futebol tem seus donos. Eles mandam e desmandam. O resto que se dane.
Leonardo, técnico do Milan
Adriano Galliani, vice-presidente do Milan, confirmou neste domingo que o brasileiro Leonardo será o novo técnico do time, em substituição a Carlo Ancelotti, que está de partida para o Chelsea. O anúncio aconteceu depois do jogo em que o Milan derrotou a Fiorentina, em Florença, por 2 a 0, na despedida oficial do zagueiro Paolo Maldini.
Touro espanhol desaba em Paris

Um zebraço em Roland Garros neste domingo. O sueco Robin Soderling, número 25 do mundo, segundo o ranking da ATP (Associação dos Tenistas Profissionais), derrotou o espanhol Rafael Nadal, líder do ranking de entradas, por 3 sets a 1, parciais de 6/2, 6/7 (2/7), 6/4, 7/6 (7/2). Soderling acabou com a hegemonia do atual tetracampeão de Roland Garros, que jamais havia perdido no torneio. Foram três horas e meia de partida.
Pensamento de domingo
“Ainda acho que, em qualquer arte, tudo fica melhor se o artista tiver um pouquinho que seja de sofrimento, do lutar, daquela coisa romântica. Quando é muito dinheiro no banco, algo está errado para o artista”.
Rita Lee Jones, roqueira, 61 anos.
Governo vai bancar arenas
Por Mariana Bastos:
Por conta da crise econômica mundial, o dinheiro público pode entrar literalmente em campo para erguer estádios para a Copa do Mundo de 2014. Consultadas, a maioria das cidades candidatas admitiu que, com a crise, houve retração da intenção de investimentos, principalmente advindos de empresas estrangeiras, para bancar as arenas. Sendo assim, as cidades e os Estados já admitem a possibilidade de abrir os cofres para levar a cabo seus projetos.
Essa hipótese vai de encontro ao que fora estabelecido como meta pelo Ministério do Esporte desde que o Brasil foi anunciado sede da Copa. O discurso sempre se baseou no fato de que o dinheiro público seria destinado apenas para obras de infraestrutura, enquanto os recursos para os estádios deveriam ser provenientes exclusivamente da iniciativa privada.
“Com a crise econômica, eu acho muito difícil que empresas privadas invistam no projeto neste primeiro momento. Estádio de futebol não é algo rentável que justifique o alto investimento”, reconhece Gustavo Corrêa, secretário de Estado de Esportes e Juventude e um dos membros do comitê de candidatura de Belo Horizonte”. Então, o Estado [de Minas] deve assumir a responsabilidade [pela modernização do Mineirão] e depois tentar fazer uma concessão para reaver parte do investimento.”
O orçamento da modernização do Mineirão chegou a ser reformulado para se ajustar ao que o Estado mineiro pode bancar. O secretário mantém os valores em sigilo. “Posso dizer que, em termos de valor, vai ser a maior obra do governo do Estado”, diz. Se há dificuldade de prospecção de investidores para a revitalização do estádio mineiro, que hoje abriga jogos de dois times da Série A do Nacional (Cruzeiro e Atlético-MG), a situação é ainda mais aguda no Norte e no Centro-Oeste.
Sem tradição no futebol, as cidades que serão sedes na Amazônia e no Pantanal devem ter ainda mais transtornos a fim de obter recursos para erguer ou revitalizar suas arenas. Provável sede da Copa na Amazônia, Manaus tem o segundo projeto mais caro e um futebol que nem tem representantes na Série C nacional.
A cidade chegou a anunciar como potenciais investidores a Camargo Corrêa, a Luso Arenas e a Andrade Gutierrez. Entretanto, Denis Minev, secretário de Planejamento e Desenvolvimento Econômico do Amazonas, admitiu que há poucas chances de conseguir parceiros para bancar os R$ 500 milhões necessários para erguer o moderno Vivaldão.
“Esse problema [crise econômica] é real. Há pouco interesse em investir em estádio na iniciativa privada, com exceção das maiores cidades. O Amazonas se comprometeu perante a Fifa a fazer o investimento caso não haja investidores privados. Nós temos uma ótima situação financeira hoje que nos permite dar essa garantia”, admitiu o secretário de Planejamento. (Do Folhaonline)
Consultoria vê “lacunas” nas candidatas
Responsável por analisar a infraestrutura das cidades candidatas – em estudo que servirá de base para o governo federal -, a consultoria PricewaterhouseCoopers apontou mobilidade urbana, segurança, ambiente, telefonia e energia como principais lacunas para o país. “São aspectos com os quais, se não tomar cuidado, não se consegue ter a Copa em determinadas capitais. Um exemplo: há cidades na África do Sul em que não há energia para sediar a Copa”, afirmou o consultor da empresa Maurício Girardello.
Para ele, nenhuma capital brasileira está plenamente pronta para sediar jogos do Mundial. Todas dependem de melhorias, em um ponto ou mais. A telefonia, para o consultor, depende de novas concessões do governo e de interesse privado para expandir sua rede em áreas fora das grandes capitais. No caso da energia, ele teme problemas regionais, como já ocorridos no Sul e no Nordeste, mas não acredita em apagão.
O transporte dentro das cidades também é visto como problemático por Girardello. Em relação aos aeroportos, ele vê cidades com deficiências, mas crê que a expansão prometida pela Infraero suprirá as necessidades do Mundial. Também mostrou otimismo em relação à hotelaria. “Acho que é um setor que é privado e está fluindo bem”. Ambiente e saneamento também preocupam o consultor. (Com informações do Folhaonline)
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